Caderno do Monitor Gira-Volei - page 31

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Neste quadro de referência, o Voleibol possuí características específicas que o elegem,
enquanto modalidade desportiva, por excelência, potenciador do desenvolvimento motor dos
jovens. O fato de não existir contato direto, permite que nas idades mais baixas seja possível
participar no mesmo jogo crianças com estatura distinta; a impossibilidade de agarrar a bola é
promotora da noção de equipa, e ainda o fato da bola implicar a rutura do jogo faz solicitar as
capacidades coordenativas e condicionais.
Todavia, se por um lado é inegável que o Voleibol possui ingredientes enriquecedores do
vocabulário motor dos jovens por outro, as dificuldades que lhe advêm do próprio regulamento
(troca de bola sem ser permitido agarrá-la; número de contatos limitados por jogador e por
equipa; todo o espaço de jogo é alvo para o adversário), associadas às dificuldades técnicas
(exigências no controlo gestual; regulação independência segmentar na realização dos
procedimentos técnicos; grande souplesse e amplitude de movimentos) podem constituir
sérios entraves para a sua aprendizagem.
Perante esta realidade o que fazer?
Trata-se de saber escolher uma metodologia de abordagem do Voleibol que ao combater o
estaticismo seja, simultaneamente, capaz de promover a motivação dos jovens pela sua
prática, fatores imprescindíveis da própria aprendizagem.
É precisamente nesta linha de
entendimento que surge o Gira-
Volei enquanto perspetiva de
abordagem do jogo, e que sem
deixar de comtemplar a estrutura
funcional basilar do jogo de
Voleibol, não deixa, de constituir,
simultaneamente, uma forma
divertida da prática desportiva.
A escolha do 2x2 como forma de
jogo a aplicar no Gira-Volei
encontra explicação no fato de
possuir características singulares
que concorrem inquestionavel-
mente para a aquisição dos
comportamentos motores basila-
res do Voleibol.
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